Chumbrega: Adj. -1. (Brasil)/(Popular) coisa ruim, ordinária, reles.
sábado, 20 de novembro de 2010
20 de novembro
Mais um final de semana sozinho. Acordo e dou uma volta na rua. Tempo feio, cinza, triste. Volto pra casa e como algo, sem muito gosto, acendo um cigarro, assisto à tv. De tarde, mais um volta pra tentar preencher o vazio. Ninguém na rua. Dizem que a cidade nunca dorme. De tarde deve rolar um cochilo. Volto pra casa vazia, como comida congelada, sem muito gosto, parto para a leitura. Depois venho para o computador. Leio mais um pouco, se estiver inspirado. Durmo, depois sonho, acordo, e ainda tenho sono. É só um ciclo, só um ciclo.
domingo, 24 de outubro de 2010
o muro
MUROMUROMUROMUROMUROMUROMURO
MUROMUROMUROMUROMUROMUROMURO
MUROMUROMUROMUROMUROMUROMURO
MUROMUROMINHACARAMUROMUROMURO
MUROMUROESTÁAQUIJÁMUROMUROMURO
MUROMUROPERCEBE-MEMUROMUROMURO
MUROMUROMUROMUROMUROMUROMURO
MUROMUROMUROMUROMUROMUROMURO
fatto a mano.
Toda obra é feita pela mão. Mão acaricia. Mão alivia. Mão bate. Mão gesticula. Mão indica. Mão cumprimenta. Mão escreve e apaga. Mão anuncia quando está se despedindo. Acalme o passo, pois a mão segura também. Minha mão minha. Minha mão cala. Minha mão, eu aplaudo.
nunca o mesmo.
Do máximo ao mínimo vamos em instantes. Somos reflexo dos dias, dos meses e dos anos. Não é mesmo? Ao longo do tempo vamos nos decifrando e abrindo lugares, passando épocas, eras, transformando a história de nossas vidas. E a minha vida? Vai indo, daquele jeitinho chumbrega de sempre. Conheci lados e perspectivas minhas. Conceitos mudaram, pessoas passaram, chegaram. Algumas importantes. Pensei, demasiadamente. Cheguei a conclusões. Mentira. Só sou dúvida. Pra me descobrir ainda falta muito. Mas devo ter concluído algo. Uma vez disse à alguém: Eu sou único a cada dia que passa. Verdade. Todos somos. O dia se vai e quando dormimos, acordamos renovados, por mais imperceptível que seja. Qual seria o sentido da vida se ela não se mexesse por vontade própria? Das voltas e voltas que dou, só tenho uma coisa em mente: Sou fiel a mim mesmo. Mas como eu me traio frequentemente! Quanta contradição!
Eu voltei.
É, isso aqui estava jogado às traças. Nos últimos tempos voltei a escrever. Sim, fatores externos. Sim, esqueci de me aplicar aqui ao blog. Mas voltei, afinal, antes tarde do que nunca. Tenho pensado muito nos últimos tempos. Nem sempre positivamente, mas, convenhamos, eu não sou um positivista de plantão. Então, resolvi voltar a escrever. Nunca escrevi nada que não fosse do fundo de minha alma. Não seria puro, não seria interessante, não seria honesto comigo mesmo. O que sentimos sempre pode ser posto com palavras, assim podemos até embelezar algo piégas. Lá vou eu me perdendo do foco, novamente. Não me estenderei muito, só quero mesmo reafirmar que volto a postar, volto a escrever. Então, que comecem as novas produções, que se abram as cortinas da janela do pensamento...
sábado, 3 de abril de 2010
prazer 0.
Não sei mais pra onde olhar. Não sei mais o que experimentar. Não sei quanto tempo ainda vou esperar. Não sei mais quantas coisas pensar em falar. Não sei como fazer - pior - morte sem viver.
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