Chumbrega: Adj. -1. (Brasil)/(Popular) coisa ruim, ordinária, reles.

sábado, 20 de novembro de 2010

Tudo aquilo que desejamos.

Caçei. Caçei um homem. Avejei seu peito. Muitos tiros. Chorava, nós choravamos. Era uma tarde cinza. Era num hotel. Testemunhas estavam lá. Me perguntavam o motivo. Eu não falava, não falava nada. Só atirava. O homem não caia. Se aproximava de mim. Seu semblante era melancólico. Dizia "Pare Guilhermo, não faça isso!". Eu não parava, eu queria ver o fim, eu queria atirar. Me sentia traído e minhas investidas não surtiam efeito. Mas eu não conseguia parar de atirar. Ele não conseguia parar de andar em minha direção. Atirei à queima roupa. Acordei. Era um sonho, era meu pai.
Nesse blog existem textos de diferentes épocas da minha vida, ainda breve. Tente entender. Saudações.

20 de novembro

Mais um final de semana sozinho. Acordo e dou uma volta na rua. Tempo feio, cinza, triste. Volto pra casa e como algo, sem muito gosto, acendo um cigarro, assisto à tv. De tarde, mais um volta pra tentar preencher o vazio. Ninguém na rua. Dizem que a cidade nunca dorme. De tarde deve rolar um cochilo. Volto pra casa vazia, como comida congelada, sem muito gosto, parto para a leitura. Depois venho para o computador. Leio mais um pouco, se estiver inspirado. Durmo, depois sonho, acordo, e ainda tenho sono. É só um ciclo, só um ciclo.

domingo, 24 de outubro de 2010

o muro

MUROMUROMUROMUROMUROMUROMURO
MUROMUROMUROMUROMUROMUROMURO
MUROMUROMUROMUROMUROMUROMURO
MUROMUROMINHACARAMUROMUROMURO
MUROMUROESTÁAQUIJÁMUROMUROMURO
MUROMUROPERCEBE-MEMUROMUROMURO
MUROMUROMUROMUROMUROMUROMURO
MUROMUROMUROMUROMUROMUROMURO

fatto a mano.

Toda obra é feita pela mão. Mão acaricia. Mão alivia. Mão bate. Mão gesticula. Mão indica. Mão cumprimenta. Mão escreve e apaga. Mão anuncia quando está se despedindo. Acalme o passo, pois a mão segura também. Minha mão minha. Minha mão cala. Minha mão, eu aplaudo.

nunca o mesmo.

Do máximo ao mínimo vamos em instantes. Somos reflexo dos dias, dos meses e dos anos. Não é mesmo? Ao longo do tempo vamos nos decifrando e abrindo lugares, passando épocas, eras, transformando a história de nossas vidas. E a minha vida? Vai indo, daquele jeitinho chumbrega de sempre. Conheci lados e perspectivas minhas. Conceitos mudaram, pessoas passaram, chegaram. Algumas importantes. Pensei, demasiadamente. Cheguei a conclusões. Mentira. Só sou dúvida. Pra me descobrir ainda falta muito. Mas devo ter concluído algo. Uma vez disse à alguém: Eu sou único a cada dia que passa. Verdade. Todos somos. O dia se vai e quando dormimos, acordamos renovados, por mais imperceptível que seja. Qual seria o sentido da vida se ela não se mexesse por vontade própria? Das voltas e voltas que dou, só tenho uma coisa em mente: Sou fiel a mim mesmo. Mas como eu me traio frequentemente! Quanta contradição!

Eu voltei.

É, isso aqui estava jogado às traças. Nos últimos tempos voltei a escrever. Sim, fatores externos. Sim, esqueci de me aplicar aqui ao blog. Mas voltei, afinal, antes tarde do que nunca. Tenho pensado muito nos últimos tempos. Nem sempre positivamente, mas, convenhamos, eu não sou um positivista de plantão. Então, resolvi voltar a escrever. Nunca escrevi nada que não fosse do fundo de minha alma. Não seria puro, não seria interessante, não seria honesto comigo mesmo. O que sentimos sempre pode ser posto com palavras, assim podemos até embelezar algo piégas. Lá vou eu me perdendo do foco, novamente. Não me estenderei muito, só quero mesmo reafirmar que volto a postar, volto a escrever. Então, que comecem as novas produções, que se abram as cortinas da janela do pensamento...

sábado, 3 de abril de 2010

prazer 0.

Não sei mais pra onde olhar. Não sei mais o que experimentar. Não sei quanto tempo ainda vou esperar. Não sei mais quantas coisas pensar em falar. Não sei como fazer - pior - morte sem viver.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Cartunista Glauco morre.

Cartunista da Folha, Glauco morre em tentativa de assalto.O cartunista Glauco Villas Boas, 53, foi morto nesta madrugada em sua casa, em Osasco, após uma tentativa de assalto ou sequestro --a polícia ainda investiga. Raoni, 25, um dos filhos do cartunista, também morreu durante uma discussão com dois homens armados que invadiram a casa. De acordo com informações de Ricardo Handro, advogado de Glauco, os dois homens invadiram o local por volta da meia-noite. Glauco e sua mulher teriam sido agredidos várias vezes, mas o cartunista continuava negociando com os criminosos. Glauco teria convencido os bandidos a levá-lo, aparentemente para sacar dinheiro, deixando a mulher e filhos em casa. Quando saía de casa, onde também fica a igreja Céu de Maria, da qual Glauco era padrinho fundador, o filho Raoni chegava. No portão, ao ver o pai sangrando e com uma arma apontada, houve discussão com os assaltantes, que atiraram e mataram pai e filho. Eles fugiram e estão sendo procurados. Segundo informações do advogado, esta foi a primeira vez que a casa de Glauco foi invadida. O carro que estava com os assaltantes era roubado. Um boletim de ocorrência foi registrado do 1º DP de Osasco, e a polícia agora investiga. Ninguém foi preso até o momento. Familiares e amigos velarão por Glauco em sua igreja, a Céu de Maria, da doutrina do Santo Daime.

Nascido em Jandaia do Sul, interior do Paraná, Glauco começou a publicar suas tirinhas no "Diário da Manhã", de Ribeirão Preto, no começo dos anos 70. Nos anos de 1977 e 78, Glauco foi premiado durante o 4º e o 5º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, respectivamente. Em 1977, ele começou a publicar seus trabalhos na Folha de maneira esporádica. A partir de 1985, Glauco passou a publicar suas tiras regularmente no jornal. Entre seus personagens estão Geraldão, Cacique Jaraguá, Nojinsk, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Ficadinha, Netão e Edmar Bregman, entre outros. Em 2006, ele lançou o livro "Política Zero", reunião de 64 charges políticas sobre o Governo Lula publicadas na página 2 da Folha. Glauco também era líder da igreja Céu de Maria, ligada ao Santo Daime e que usa a bebida feita de cipó para fins religiosos.

Fonte: Folha de São Paulo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

norteamento.

Nunca esperei nada demais. O meu prazer é ficar sem nada. Faz tempo. A minha vivência não tem sido, ou melhor, nunca foi lá aquelas coisas. Não sou ativo, não sou extrovertido e se pareço, desculpa, mas é só aparência mesmo. Pode me chamar de apático. Responderei com apatia. O problema é que os outros nem sempre entendem isso. Não é de propósito. Sei lá, pra você posso parecer ingrato. Não nego amor ou afeto, apenas duvido. Não sou rebelde sem causa. Não sou nem sequer rebelde. Já falei que sou um sujeito acomodado. Mas isso incomoda as pessoas, de alguma maneira. Ainda! Caralho, ou 8 ou 80, né! Mas foda-se...parei de me importar faz tempo. Segue teu rumo.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

nada.


Sinto um aperto aqui, quando te vejo...


Nunca tive o que quis. Essa é a sina.


Mais implacável que um felino com fome.


O pior é não conseguir se livrar da angústia, da pergunta, do suor frio, da dor de barriga.


Jogado no nada. É assim o meu pensamento.


Nunca saberá. Nunca saberei.


O que acabei de escrever me dá um aperto...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

poema do tomtom.

tomtom é legal,
tomtom gosta de mingau.
quando tomtom faz totô,
ninguém aguenta o fedô.
tomtom quer ter amigo,
tomtom beija o umbigo.
se tomtom come mundo inteiro,
fica uma semana no banheiro.
mas tomtom também é gente,
gosta de tomar leite quente.
tomtom ama você, e não vê problema,
mesmo você sendo burro de terminar esse poema.

gente.

Eu tenho uma relação de amor e ódio com a gente. Sabe? Aquela gente lá? A gente? Não a gente! Enfim. Eu sinto saudade. Eu não quero mais ver. Eu sinto amor. Eu sinto nada. Tem gente que eu quero na hora. Tem gente que eu quero amanhã. Tem gente que eu quero sempre e não quero nunca. Quero você aqui, mas quero estar aí. Quero que você seja una comigo. Quero exorcizar você. Quero te mostrar a vida, mas qual? A minha? Quero chamar a sua atenção! Quero que você me ignore! Suma! Volte! Eu te amo, mas não sinto mais nada por você...
E você? Sente isso por mim?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

virtú.


Virtú. Me peguei lendo esta palavra hoje. É de origem latina. Significa "virtude", mas não a virtude chula, chumbrega. A virtú, opostamente à virtude conhecida, significa a força do indivíduo em controlar o seu destino. Falando leigamente e de grosso modo (ou simplesmente chumbrega, de novo...), ser o próprio senhor de seu destino, seu próprio "Deus". Seria também uma virtude? Depende do seu ponto de vista. Agir dessa maneira talvez não seja muito ético ou moral, mas ter controle sobre si mesmo é algo admirável, pelo menos para mim, isso é fato. Manipular o meio em que se vive, é uma atitude questionável e pra você pode até ser imoral (ou amoral?). Esse tipo de questionamento depende muito da "criação" que você recebeu. Se você é oriúndo de uma família religiosa, e deu continuidade nesse hábito, então provavelmente achará heresia (ou sei lá). Mas é um negócio bem comum. Não vou falar que todo mundo, seria ignorância, mas boa parte das pessoas pensam e agem assim. Direcionam e condicionam seu futuro, ou pelo menos tentam. É difícil encontrar uma pessoa plenamente satisfeita com sua situação atual, uma pessoa que não questione ou reclame de uma ou outra coisa. É difícil encontrar uma pessoa que não faça de tudo, desafie a todos para conseguir o que pretende. Eu só não sou muito assim, porque um dos meus maiores defeitos é a apatia. Ah, só pra constar, encontrei a palavra enquanto lia "O Anticristo", Nietzsche.

a roda.


Não olhe para o passado e sinta saudades. Não olhe para o futuro e vislumbre. Sério. Não é um surto discrente meu, acredite. Siga o meu conselho, se for de algum valor pra você. Acorde amanhã e pense "O que eu farei hoje?". Programe-se para o hoje. Faça aquilo que tiver vontade. Sinta-se vivo. Não se faça de refém de um passado "feliz" ou de um futuro "promissor". A nossa mente tem o melhor poder de persuasão que existe. Ninguém tem mais chance de nos enganar do que nós mesmos. Olhe pra janela, ou pra porta, ou qualquer coisa que te faça perceber algo fora do seu mundo. Traga esse mundo para dentro de você. Nunca duvide da sua vontade. É a única coisa que você possui de original.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

férias infinitas acabando.

Me chateia a ideia de voltar para as aulas. Não que eu não goste de estudar...bom, na verdade não sou muito fã. Eu não gosto de fazer quando mandam, manja? Então. Mas estou falando das férias, que quando começaram, pensei eu "caralho, elas serão muito longas!". Pois é, eu errei. Só mais três semanas. Você pode estar pensando "Porra, ele tá reclamando do que, eu já voltei das minhas férias!", mas não é bem assim. Quando você cria uma expectativa e acaba frustrado, é bem pior. Se eu tivesse pensado que deveria aproveitá-las ao máximo, não bateria esse arrependimento, esse sentimento de tempo perdido. Bom, eu gosto de fazer nada. Gosto muito. Mas a gente acaba pensando demais quando não faz nada. Isso justifica quando ficamos cansados de fazer nada. Pegou? Então. Eu tô assim. Sabe quando você espera que acabe, ou que continue? Sabe quando você nada com a maré, ou melhor, deixa a maré te levar? Odeio praia e mar...

benvindo ou bem-vindo ao blog mutante.

Aqui eu me apresento como aquele que resolveu escrever publicamente. É meio estranho. Confesso que nunca gostei de expor as coisas. Só os outros, às vezes. Não sei ainda do que se tratará esse blog, então decidi colocar esse título como o primeiro. Mutante, obviamente, se refere às provaveis mudanças de discurso e conteúdo aqui contido. Pode ser que surjam personagens. Pode ser que faça piadas, ou fale de política (redundante?) ou até de futebol (alguns times...). Posso falar de computador, de videogame? Nem sei. Vamos ver. Ou ler. Se eu tiver saco pra manter isso. Enfim, espero que alguém leia. Espero que eu continue escrevendo.